Havia uma menina, que estava brincando no parque, quando viu uma foto, na grama. Desde aquele dia, ela a guardou, e tentou encontrar a pessoa que nela estava. Sem sucesso. Então, ela se casou e, um dia, seu marido perguntou quem era o garoto que estava em sua carteira. A menina respondeu, “meu primeiro amor”. O rapaz sorriu, e disse: “eu perdi essa foto quando tinha nove anos.”
(via re-novada)
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim”. Caio Fernando Abreu

